terça-feira, 26 de janeiro de 2010



"ÚLTIMOS NÔMADES"
Em miríades se divide, coleta a seiva
Abre-se como um caracol em sua silhueta calculada
algo pedia para que tudo voltasse, mas a praia da repetição não é passível de palmilhar
O que resta é todo o resto
entre a terra e a carne o universo está

Há os que enxerguam um conflito natural ao qual não se vêem participantes,
outros sentem-se entregues ao aprendizado das evidências, e elegem a imobilidade
uma bela estátua de algum guerreiro na praça, que só serve para ser lembrado, mesmo
que todos os telhados o acobertem, nenhum será capaz de protege-lo
ser curioso.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Próximo


Depois do nada, tudo mudou. Parece que o que carece de conserto danificaria lentamente a memória, aquela temperamental. Só que desta vez ele calou como quem pede para cair no esquecimento, sujeito esquisito, porta torta que não abre. Sabe o que quer logo e depois, por isso a penas duras voa manso. Bem sabe que as golas Pólos magnéticos podem mudar, mesmo que saibam por que terá de sentar ali, redigir seu múco diário para terminar a sessão antes da última escarrada á la flúorvinagrete frente ao próximo.